Cobre na produção de Aguardente

O cobre faz parte dos metais essenciais para plantas e animais, sendo um micronutriente importante para o crescimento, mecanismos imunológicos de defesa, transporte de ferro entre outras funções no metabolismo de grande importante para o corpo dos animais. Porém, em quantidades elevadas este metal pode acabar se tornando um problema para os organismos devido a sua possível interferência nas atividades catalíticas de algumas enzimas.

No caso da bebida aguardente, o cobre pode ser incorporado durante o processo de produção, principalmente na etapa de destilação, pois está na composição de alambiques e de partes internas de colunas de destilação. Portanto, a quantificação deste metal é de extrema importância, e uma vez que é constatada sua presença em excesso pode causar efeitos tóxicos a saúde humana. Sua concentração em bebidas destiladas, fermentado acético, vinho e derivados da uva é monitorada pela legislação brasileira, (Norma Interna DIPOV nº 01/2019 e Decreto), sendo o valor máximo para a aguardente de 5 mg/L.

Embora haja alambiques produzidos com outros tipos de materiais que não sejam o cobre, muitos optam pela utilização de destiladores de cobre pois defendem que este metal possui papel de catalizador deste durante a destilação e afirmam que a bebida destilada em outros materiais possa conter compostos sulfurados que resultam em uma baixa qualidade organoléptica do produto final.

Soluções?

Para auxiliar os produtores no controle deste metal, a Biomade realiza análises para monitoramento do cobre em bebidas, auxilia também os produtores no controle do mesmo durante a produção encontrando a sua fonte de contaminação. Lembramos que a atualmente contamos com o desenvolvimento de um filtro para remoção deste e outros metais indesejáveis sem afetar em compostos importantes para o aroma e sabor da bebida. Você pode saber mais sobre o projeto envolvendo o desenvolvimento deste filtro no link a seguir: https://www.biomade.com.br/nova-tecnologia-para-auxiliar-o-controle-de-qualidade-em-bebidas-esta-sendo-desenvolvida-pela-biomade/

 

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Autora: Dra Yara Paula de Oliveira Nishiyama – Analista e Pesquisadora da Biomade

 

Referências:

  1. NORMA INTERNA DIPOV Nº 01, DE 24 DE JANEIRO DE 2019;
  2. DECRETO Nº 6.871, DE 4 DE JUNHO DE 2009.
  3. GARBIN, R.; JUNIOR, S. B.; MONTANO, M. A. Níveis de cobre em amostras de cachaça produzidas na região noroeste do Rio Grande do Sul, Brasil. Ciência Rural, Santa Maria, v. 35, n. 6, p. 1436-1440, nov-dez, 2005.
  4. AZEVEDO, S. M.; CARDOSO, M. G. PEREIRA, N. E.; RIBEIRO, C.F.; SILVA, V. F.; AGUIAR, F. C. Levantamento da contaminação por cobre nas aguardentes de cana-de-açúcar produzidas em minas gerais. Ciência e Agrotecnologia, Lavras. V.27, n.3, p.618-624, maio/jun., 2003
  5. SANTOS, M. C. R. Quantificação e remoção de íons de cobre em aguardente de cana-de açúcar. Dissertação para obtenção do título de mestre em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, São Caetano do Sul, SP, 2009.

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